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Ecofeminismo

por Nelson Soares Dos Santos
Nelson Soares Dos Santos
Assumimos recentemente a Direção Geral da FAP ( Fundação Astrogildo Pereira) pel
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em Domingo, 05 Fevereiro 2012
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O papel da mulher não é e não pode ser idêntico ao do homem pois são seres diferentes e não há supremacia de um sobre o outro.

No entanto o papel da mulher também não pode ser focalizado em aspectos mais desvalorizados como empregadas domésticas e apoios afetivos para sues maridos e filhos. Haja vista que o homem já não é capaz de ser o único provedor da casa.

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Um apartheid silencioso

por Demetrio Carneiro
Demetrio Carneiro
Pode ser querer muito, mas o episódio do desabamento dos prédios no Rio desde o
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em Quinta, 02 Fevereiro 2012
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O artigo abaixo foi postado hoje no Jornal da Ciência da SBPC. Acho que é uma boa contribuição para esse debate sobre a edução.

Demetrio

Um apartheid silencioso

Autor : Fernando Luís Schüler*

A última edição do Pisa, avaliação realizada em 65 países com alunos de 15 anos, pela OCDE, apresenta um dado perturbador. Os nossos alunos das escolas privadas tiveram nota média de 502, semelhante à nota dos estudantes dos EUA. Os nossos alunos das redes estaduais e municipais de ensino alcançaram uma média de 387, semelhante à da Albânia.

Os dados do Enem mostram o mesmo quadro. Das mil escolas mais bem posicionadas (contando apenas as escolas que tiveram mais de 75% de participação dos estudantes), 92% eram particulares.

 

O fato é que estamos alimentando, no Brasil, uma espécie de apartheid educacional entre os jovens de classe média e alta, cujas famílias há muito "privatizaram" a educação de seus filhos, e os estudantes de famílias mais pobres, que são levados a estudar nas redes estaduais e municipais de ensino, com seus problemas crônicos de gestão. É uma situação paradoxal: o sistema público de educação, que deveria assegurar uma base de oportunidades igual para todos, é ele mesmo uma máquina geradora de profundas desigualdades sociais.

 

Alguns dirão que não é possível debitar os resultados pífios da educação pública às deficiências estruturais do sistema. Pesaria a condição das famílias para apoiar os filhos em suas atividades fora das salas de aula. É um argumento que pode tranquilizar o nosso sono, mas é inaceitável. Caberia ao Estado exatamente criar as condições para compensar essas assimetrias sociais. Recursos não faltam para isso.

 

Nosso sistema estatal é caro e ineficiente. Escolas estatais são repartições públicas. Não têm autonomia para tomar decisões com a racionalidade e a rapidez que a educação requer no dia a dia - como atualizar laboratórios, bibliotecas e fazer obras de infraestrutura. Elas sofrem com a burocracia, com o corporativismo e com a visão antimeritocrática comum no serviço público brasileiro. É fácil constatar esse quadro e dizer que tudo poderia ser diferente. Mas não é o que a experiência demonstra.

 

Penso que chegou a hora de apostar em uma mudança de paradigma no Brasil. Uma mudança estrutural de longo prazo: repensar a relação entre o Estado e a sociedade brasileira no que se refere à educação.

 

Em vez de continuarmos tentando o que se tentou no século 20 - ou seja, nivelar o acesso à educação pela oferta do ensino estatal-, podemos buscar soluções efetivamente possíveis no século 21: assegurar o acesso de todos ao ensino não estatal - composto por escolas com ou sem fins lucrativos, desde que elas tenham qualidade, uma gestão ética e uma relação positiva entre custo e benefício.

 

O Brasil tem apresentado inovações importantes nessa direção. Basta observar o ProUni e o Fies. O Estado financia (via abatimento fiscal para as instituições ou via juros subsidiados para os estudantes) a matrícula dos alunos nas instituições particulares. É, grosso modo, o que, há décadas, propunha-se no País sob o conceito de "voucher" para a educação. Em vez de criar e administrar repartições públicas de ensino, o Estado utiliza a capacidade disponível das redes privadas, deixa que as famílias escolham onde querem estudar e concentra a sua ação na criação de indicadores e na exigência de qualidade.

 

Fica a pergunta: por que esse não se torna o padrão de atuação dos governos na educação também no ensino médio e fundamental? Por que continuar abrindo repartições públicas educacionais e continuar (como os indicadores mostram) aumentando o fosso social brasileiro? Não seria melhor apostar em modelos transparentes de parceria entre Estado e sociedade, com o financiamento direto aos estudantes, deixando que eles escolham onde estudar?

 

Alguém já comparou a relação entre custo e benefício dessas duas alternativas? O Brasil fez muitas revoluções nas duas últimas décadas. Precisamos agora de mais uma. Uma revolução para que exista igualdade de oportunidades, que vai começar quando tivermos alguma coragem para revisar velhos conceitos.

 

*É doutor em filosofia e mestre em ciências políticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e diretor acadêmico do Ibmec-RJ.

 

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SOBRE O "A EDUCAÇÃO É A CHAVE"

por Demetrio Carneiro
Demetrio Carneiro
Pode ser querer muito, mas o episódio do desabamento dos prédios no Rio desde o
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em Quinta, 02 Fevereiro 2012
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Nelson desculpe, mas por uma razão qualquer não consegui postar o texto abaixo como "comentário".

É claro que tua proposta é relevante, mas gostaria de pontuar algumas questões:

a) Do ponto de vista de uma teoria do desenvolvimento - não estamos falando apenas do desenvolvimento econômico, mas do desenvolvimento enquanto uma totalidade - o que hoje computamos como elemento principal de alavancagem é o capital humano consorciado com o capital social. Esta é uma visão aproximadamente pacífica e consagrada dentro do debate do desenvolvimento em diversos trabalhos acadêmicos bastante consistentes;

b) O que a teoria e o mundo real têm nos mostrado é uma forte correlação entre desenvolvimento, capital humano e capital social. Em particular uma outra forte correlação entre capital humano e capital social. Esta última correlação indica que as "instituições" formais ou não, de fato ou de jure, enfim instituições vistas como um conjunto de regras e normas mais ou menos estáveis e consensuadas, cumprem um forte papel na construção dos processos que envolvem o capital humano. Então registremos que esse debate deve ser feito a partir desses dois termos e de sua estreita correlação;

c) A inserção de cada vez mais tecnologia na produção e na prestação de serviços tem dado a demonstração de como o capital  humano pode ser e é a cada dia que passa mais relevante. O economista Daron Acemoglu, junto om J.A. Robson, no Economics Origins of Dictatorship and Democracy, já nas conclusões comenta a desdemocratização nos EUA como um fenômeno ligado à crescente perda de poder político dos sindicatos de trabalhadores em decorrência da substituição de pessoas por tecnologia. Vai mais além e comenta como a questão da formação desses trabalhadores está clivando o mercado americano de trabalho em categorias bem nítidas de trabalhadores alinhados com o processo tecnológico e trabalhadores desalinhados que formam um vasto mercado americano de subemprego atualmente. Outros economistas, algum tempo atrás, constataram um interessante paradoxo: Nas faixas de idade entre 18 e 28 anos de idade a demanda por emprego estava caindo. A investigação feita demonstrou que os jovens dessa faixa estavam saindo do mercado de trabalho para a cadeira das instituições de qualificação;

d) Neste sentido, o mundo real, o quadro brasileiro é meio dramático e bastante complexo. Cerca de metade dos trabalhadores brasileiro estão na economia informal.Neste sentido até há um alinhamento entre a baixa qualidade de nosso capital humano e o mercado de trabalho informal, já que empresas informais costumam usar pouca tecnologia. A questão está com a outra metade que disputal num mercado formal que segue as regras globais de incorporação de tecnologia. Evidentemente ao discutir a qualidade do capital humano no Brasil estamos lidando com a primeira metade do problema, já que a segunda metade depende diretamente de uma profunda mudança de qualidade no Estilo de Desenvolvimento: a passagem da economia informal para a economia formal. Esta uma escolha política;

e) Muito bem. Agora a gente pode chegar ao núcleo da questão: Infelizmente o debate sobre "educação", principalmente quando ele é feito entorno da "educação institucional", aquela que se oferece nas escolas, é, digamos e sem ofensa, "reducionista".

Não discordo que "educação para todos", "educação universal" etc. são palavras de ordem tão poderosas quanto "saúde para todos", "saúde universal". Mas se fosse apenas isto o SUS brasileiro é que "para todos" e "universal" seria a oitava maravilha do mundo e todos sabemos o que o SUS é.

O que eu discordo é que nós façamos este debate nestes termos.

Explico por que discordo:

Capital humano no sentido de ser uma "qualidade" é muito mais que a "educação formal" das escolas e envolve diversos outros processos que não passam pelas escolas formais do sistema de ensino. Esta é a real razão do "fracasso" das propostas do Senador. A qualidade do capital humano tem a haver, claro, como o ensino formal, mas passa por instâncias de qualificação fora das escolas nos eventos de qualificação e requalificação de mão de obra, questão posta de lado pelo nosso debate e hoje ponto de aplicação de todo tipo de prática patrimonialista - Vide o Sebrae e o FAT. Mas ela também passa por outras instâncias como a família e ai tem uma forte conexão entre capital humano e capital social.

A visão reducionista é exatamente a visão que olha apenas para a educação formal, nas salas de aula, e abandona todo o resto.

Vou mais além transformar a questão do capital humano x capital social apenas na questão do ensino formal acaba nos colocando na alternativa de considerar que o Estado e apenas o Estado é a solução para todos os problemas. Na medida em que eu considero o desenvolvimento como resultado de uma totalidade não consigo encontrar no Estado todas as soluções. As soluções estão é na interação entre os atores e estou muito longe de acreditar que o agente público seja o único ator válido. O que me leva a concordar quando vc fala sobre o controle da sociedade na questão da educação. Controle que deveria ser feito a partir da família e não se viabiliza na prática, não por falta de meios institucionais, mas por que a família se afastou da escola e a escola é incapaz de atrair a família. Num certo sentido as escolas vão se tornando um depósito de crianças e adolescentes para que pais e parentes possam ter suas vidas privadas. Há um erro monumental aqui. A escola não pode fazer o papel da família. E o mesmo é verdadeiro no sentido contrário. ESTA é uma questão de capital social e não de capital humano. Não haverá educação formal pública que funcione, no sentido da eficiência do processo de formação, se a sociedade, especificamente a família, não e interessarem em participar ativamente dessa construção. Estamos no terreno do déficit de cidadania.

Voltando a lembrar quer estamos num país onde quase a metade dos trabalhadores estão no mercado informal e o mercado informal não demanda qualificação. Isto talvez explique as pesquisas eleitorais que colocam o tema "educação" nas terceiras ou quarta escolhas, com a famílias pontuando que ter filhos na escola é importante, mas que a qualidade do ensino não é uma questão de atenção. Convém notar que os nossos "gênios" da mídia usam este argumento para não darem relevância programática para o tema.

Da mesma forma não acho que o ensino privado seja só $$. Se fosse tão verdadeiro as escolas privadas não seriam melhores que as públicas em média. Vide o rendimento dos alunos. Evidentemente há péssimas escolas privadas, como há péssimas escolas públicas.

Não acho que o ensino formal seja ou deva ser um "bem público". Acho que o Estado está obrigado a oferecer esse serviço com a qualidade necessária. Assim como está obrigado a oferecer saúde com a qualidade necessária. O que nos remete ao papel dos municípios. O que não funciona no SUS é a rede e principalmente as bases municipais da rede. Na educação formal não é diferente e não será diferente. Não adianta ter leis de obriguem os municípios a investir seja o que for se os municípios, eles mesmos, não tiverem meios técnicos, vontade, interesse e participação ATIVA da sociedade civil local. Estamos numa seara onde imperam fortes interesses patrimonialistas. É muito mais que uma mera questão de haver uma lei que diga para fazer isto ou aquilo. Agora ingressamos na questão do Poder Local, mas vamos ficar por aqui.

Saudações

Demetrio Carneiro

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A Educação é a chave. Qual educação Mesmo?

por Nelson Soares Dos Santos
Nelson Soares Dos Santos
Assumimos recentemente a Direção Geral da FAP ( Fundação Astrogildo Pereira) pel
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em Quarta, 01 Fevereiro 2012
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Defendemos ainda, o aumento do investimento em Educação ( 10% do PIB), e uma política de valorização do professor, acompanhada de profundas mudanças no processo de gestão e nas relações entre escola, Universidade e sociedade construindo um processo de responsabilização que vá do aluno ao estado. Na resolução Nacional do PPS, os prefeitos eleitos pelo partido são conclamados a investir 30% da receita em Educação, lutar pela universalização da Educação infantil e erradicação do analfabetismo, por entender que este é o eixo de grande importância em qualquer política que se crê proporcionar um desenvolvimento verdadeiramente sustentável. Isto para nós, é um pouco do que significa colocar a educação no campo do especificamente humano.

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Feliz PPS! Feliz aniversário a todos os companheiros...

por Fernando Intensofox Gaebler
Fernando Intensofox Gaebler
Bem, indo lá compartilhar a idéia do MAV do ABC, mas não só como também almoçar
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em Quinta, 26 Janeiro 2012
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Feliz aniversário Partido Popular Socialista, partido que me apoia, me acolheu com muita hospitalidade e que também me deu forte inclinação moral e forte consolidação de cultura política, agradeço a todo os companheiros do Partido Popular Socialista e muitas festas a todos! Viva o Partido Popular Socialista, muitos anos de vida e muita luta a todos!

 

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FALTA DE ESCRÚPULOS NA REDE PRIVADA DE SAÚDE LEVA A MORTE DE MEMBRO DO GOVERNO

por Demetrio Carneiro
Demetrio Carneiro
Pode ser querer muito, mas o episódio do desabamento dos prédios no Rio desde o
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em Sexta, 20 Janeiro 2012
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A notícia foi repercutida pelo Blog do Vicente que coloca uma indagação sobre a necessidade de não só investigar essa, mas todas as morte rotineiras por falta de assistência tanto no sistema de saúde público como no privado.

Já tem tempo que a exigência de caução está proibida e qualquer hospital do país, público ou privado, está obrigado a atender pacientes em risco de morte.

Eu chamo isso de "homicídio" de deveria ser suficiente para mandar para a cadeia toda a diretoria dos dois hospitais e que deram a ordem, e todos os funcionários que aceitaram cumpri-la, incluindo os médicos que permitiram que o paciente foi removido para outro hospital. São todos cúmplices no mesmo crime e Da mesma quadrilha. A vítima são todos os brasileiros honestos e trabalhadores SUJEITOS A MORRER POR FALTA DE ESCRÚPULOS de pessoas que deveriam ser proibidas de exercer qualquer papel na saúde.

CADEIA PARA ELES!!!!!!

POLÍCIA CIVIL DO DF ABRE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR MORTE DE SECRETÁRIO DO GOVERNO DILMA

Por GABRIEL CAPRIOLI, do Correio Braziliense

O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Onofre Moraes, afirmou que, diante das denúncias de servidores da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento e dos relatos levados a ele pelo Correio Braziliense, abrirá inquérito para apurar as condições e o atendimento recebido por Duvanier Paiva nos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Se comprovado que houve negligência ao secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, os responsáveis poderão ser punidos. A exigência de cheque, cartão de crédito ou outros valores a título de caução para pacientes que alegam possuir plano de saúde é expressamente ilegal.

Órgãos de defesa do consumidor ouvidos pelo Correio, consideram que os hospitais erraram ao negar o atendimento a Duvanier, vítima de infarto. O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor determina, em seu inciso 5º, que o prestador de serviço não pode exigir "vantagem manifestamente excessiva" do consumidor — caso no qual se encaixa o caução, uma vez que o próprio plano de saúde é a garantia do hospital.

Desde 2003, a Resolução Normativa nº 44 da Agência Nacional de Saúde Suplementar também proíbe a cobrança de qualquer tipo de garantia adicional antecipada ou durante a prestação de serviço. "Não é só ilegal. É muito ilegal. Além dessas regulamentações específicas, o Código Civil protege o cidadão das cobranças abusivas no que é classificado como Estado de Perigo, que são essas situações extremas na qual o sujeito está defendendo a própria vida, como quando ele chega a um hospital buscando atendimento de emergência", enfatizou Joana Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

O diretor geral do Procon-DF, Oswaldo Morais, afirmou que a recusa de atendimento é injustificável, uma vez que a identificação do paciente junto ao plano de saúde é simples de ser feita. "Os hospitais conveniados mantêm contato permanente com as operadoras. Com o número do CPF, é perfeitamente possível saber se a pessoa tem ou não o plano", afirmou. E mesmo no caso de o hospital não aceitar o plano do paciente, o atendimento, diante do risco de morte, deve ser feito do mesmo jeito, com ressarcimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Morais ressaltou que o Procon pode intervir imediatamente na questão, caso seja acionado. "Nas situações em que somos avisados, podemos entrar em contato com o hospital ou com a operadora e tentar solucionar a questão rapidamente", completou. Quando há prejuízo à saúde ou nos casos de morte pela negativa do atendimento, a família deve procurar a Justiça — nos Juizados Especiais Cíveis, em ações menores do que 40 salários mínimos ou na Justiça comum, para ações acima desse valor.

Joana Cruz, do Idec, assinalou que não há números precisos para esse tipo de ocorrência, mas que as reclamações de exigência de cheque-caução na rede privada de hospitais é corriqueira. "Foi exatamente por essa frequência que a ANS baixou essa determinação", concluiu.

Os usuários da rede privada que também tiverem o atendimento negado pelo mesmo motivo devem denunciar o plano de saúde à ANS. Joana explicou que mesmo que a prática seja feita pelo hospital, sem o conhecimento da operadora, esta é responsável por sua rede credenciada. De qualquer forma, o primeiro procedimento tomado pela agência é a notificação da empresa e o pedido de explicações em relação ao ocorrido.

Brasília, 13h12min

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Sem oposição

por Renato Martins
Renato Martins
Celso Daniel: dez anos e oito cadáveres depois. Ou: Bruno Daniel, Gilberto Carva
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em Quarta, 18 Janeiro 2012
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Por Merval Pereira

A incapacidade de o PSDB se articular minimamente para exercer o papel que lhe cabe como maior partido oposicionista brasileiro resulta em uma apatia política perigosa, que não faz nada bem à democracia. A mais recente demonstração disso é o convite despropositado feito pelas regionais do Rio e do Distrito Federal para que o senador Álvaro Dias seja candidato a governador.
O governo Dilma Rousseff, mesmo sem grandes realizações em seu primeiro ano e cheio de problemas para resolver na sua base aliada, continua popularíssimo graças à sensação de bem-estar que a economia brasileira ainda é capaz de proporcionar, mesmo que os sinais de desgaste do modelo estejam evidentes, até mesmo pelo reflexo da crise internacional.
O aumento do salário mínimo em torno de 14% é um forte alavancador do consumo interno e impulsiona a popularidade do governo, mesmo que tenha chegado em uma hora em que as contas públicas andam precisando de uma forte contenção.
A oposição, minguada em números - representa cerca de 18% do Congresso, o menor índice desde a redemocratização -, não tem uma atuação qualitativa que compense a fraqueza numérica.
Tudo indica que o principal partido, o PSDB, está preso em uma armadilha que já o apanhou uma vez, na disputa contra a presidente Dilma Rousseff em 2010.
Ali se avaliou erroneamente que a candidata de Lula não teria condições de disputar a campanha presidencial com o grão-tucano José Serra, e este optou por não atacar o ex-presidente (ao contrário, chegou a elogiá-lo), na vã esperança de que os eleitores lulistas veriam nele uma alternativa melhor do que Dilma.
Como se a disputa política-ideológica não fizesse parte do pensamento estratégico de uma parte do eleitorado, e a outra não estivesse ligada à continuidade das benesses oficiais.
O ex-governador paulista mudou radicalmente sua postura depois da derrota, e anda muito mais ativo na crítica ao governo do que seu próprio partido, ou mesmo que seu adversário interno, o senador Aécio Neves, que ainda não disse a que veio.
O problema de Serra é que essa atitude que vem assumindo agora chega quando já não tem as condições políticas necessárias para se colocar como candidato a presidente pelo PSDB, uma obsessão que não corresponde à realidade do momento.
Está tudo preparado - e de modo truculento, no ponto de vista dos serristas, cada vez em menor número - para que Aécio Neves seja o candidato da vez dos tucanos.
Aliás, essa "truculência" apontada por seus seguidores pode dar a Serra a explicação para deixar o partido e tentar se candidatar à Presidência pelo PPS ou pelo PSD, caso não se acerte no PSDB.
A única maneira de clarear a situação interna dos tucanos seria Serra aceitar se candidatar à prefeitura paulistana e deixar o caminho aberto para Aécio Neves, o que significaria que desistiu de chegar à Presidência da República, o que parece improvável neste momento.
O problema de Aécio parece ser uma maneira antiquada de fazer política, que não o coloca perante a opinião pública como um líder oposicionista.
Ele tem se movimentado bastante pelos bastidores, tentando acertar acordos que podem levá-lo a quebrar a ampla coalizão partidária que dá apoio à presidente Dilma.
A questão é que esses acordos dependem do fracasso do governo, mais especificamente no enfraquecimento econômico do nosso crescimento.
A perspectiva para os próximos anos não é nada boa, e é possível que o governo Dilma mantenha-se em um patamar medíocre justamente nos anos eleitorais.
O crescimento do ano passado já deve ser abaixo de 3%, em parte porque o governo quis frear o crescimento para controlar a inflação, em parte porque a crise internacional não permitiu crescimento maior.
Segundo relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) divulgado ontem, a economia mundial beira uma nova recessão, e espera-se crescimento "anêmico" nos anos de 2012 e 2013.
O crescimento da América Latina e do Caribe será de 3,3% este ano, e o Brasil se manterá abaixo da média, como vem ocorrendo nos últimos anos: a previsão de crescimento do PIB brasileiro é de 2,7%.
São dados preocupantes, que sinalizam menos arrecadação de impostos e exigirão do governo um corte nos gastos públicos que ele não tem conseguido concretizar a não ser cortando investimentos, o que leva a menos crescimento ainda.
Dois anos seguidos de crescimento abaixo de 3% configurariam uma situação econômica difícil, mesmo que nosso PIB cresça mais que o dos países desenvolvidos.
Nesse ritmo, continuaremos nos aproximando das chamadas "economias maduras" do mundo, mas perdendo terreno para os emergentes como nós, que crescem a uma taxa mais acelerada, apesar da crise.
E, sobretudo, perdendo as condições de manter a política social que garante a popularidade do governo, mesmo em um ano medíocre em realizações.
Pois o PSDB parece estar jogando na crise econômica como única arma de argumentação para o eleitorado mudar de governo em 2014, sobretudo porque, nesse caso, a desintegração da coalizão governamental poderia oferecer um caminho para a campanha de Aécio Neves à Presidência, com a adesão de alguns partidos, descontentes ou mais pragmáticos.
Há potenciais crises para todos os lados. O PSB do governador Eduardo Campos disputa a primazia de ser o segundo partido da aliança, com direito a indicar o vice, com o PMDB, que disputa com o PT espaços no governo e nas alianças estaduais.
Qualquer dos dois partidos aderiria com prazer a uma candidatura tucana com Aécio Neves à frente, desde que a situação do governo comece a ficar difícil por causa da economia.
Se tudo continuar como está, com a presidente Dilma transformando-se em solução natural para o PT depois que Lula parece estar disposto a continuar sendo o grande eleitor, sem disputar novamente a Presidência como planejara antes de sua doença, os partidos aliados se conformarão dentro da coalizão, mesmo que insatisfeitos.
E o PSDB não parece ter uma proposta alternativa para oferecer ao eleitorado. O PT na oposição apresentava uma alternativa concreta ao governo de FHC, mesmo que fosse equivocada e tivesse que ser abandonada, por inviável. Mas durante algum tempo convenceu o eleitorado de que tinha a saída.
FONTE: O GLOBO

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JOGANDO PELO BEM: OS GAMES CONECTADOS ÀS REDES SOCIAIS NA LUTA PELA CONSCIENTIZAÇÃO CLIMÁTICA

por Demetrio Carneiro
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em Sábado, 14 Janeiro 2012
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Conforme relatado pelo Climate Progress o ex-presidente, ativista ambiental e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, via uma entidade educativa e de defesa na questão da mudança climática, Climate Reality Project, juntou forças com o PSFK para desafiar empresas de designe virtual na produção de games dedicados à questão ambiental.

 

Segundo Al Gore os vídeos games e as redes sociais jogarão um importante papel no futuro da luta sobre as mudanças climáticas. "As políticas precisam acelerar a transição para uma economia limpa, mas são bloqueadas pela influência das indústrias de petróleo, gás e carvão sobre nosso governo", diz ele.

 

Foram apresentadas 60 contribuições. Uma delas, como exemplo, foi baseada no Tamagoshi, um jogo que fez muito sucesso anos atrás e basicamente tratava da "criação" de um animal virtual, que precisava ser cuidado para permanecer vivo. Na mesma linha foi desenvolvido o Realitree, uma árvore virtual que precisa ser mantida e cuidada pelo jogadores. Diferentemente do animal japonês a árvore não é um jogo individual e pode ser "cuidada" por milhares de pessoas. O jogo relaciona o crescimento e vida da árvore com a saúde ambiental por meio da inserção de dados ambientais em tempo real, provendo informações que acabam colaborando com a conscientização ambiental e  podem, ainda, desfazer inúmeros mal-entendidos sobre a questão das mudanças climáticas. A ideia é instalar imensos painéis em locais de grande circulação transmitindo o jogo em tempo real.

 

Ai está um belo exemplo da criatividade na luta envolvendo as mudanças climáticas aliada à compreensão do papel exercido atualmente pelas redes sociais.

 

Demetrio Carneiro

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É POSSÍVEL CRESCER SEM INVESTIMENTO? O GOVERNO APOSTA QUE SIM

por Demetrio Carneiro
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em Sexta, 13 Janeiro 2012
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Noves fora, feitas as contas da execução do orçamento fiscal de 2011 fica evidente a contradição entre a discurseira oficial e o mundo real: Comparativamente à execução de 2010 as despesas com pessoal cresceram 7,2% e as despesas denominadas outras despesas correntes cresceram 14,5%! Ou seja, apesar das juras apaixonadas de corte fiscal as despesas cresceram além da inflação. Enfim, houve crescimento real da despesa de custeio.

Já do lado das despesas de investimento, apesar das juras apaixonadas de que o investimento seria a razão de ser do governo, eles caíram 6,2%. A medida comparativa entre 2010 e 2011 da queda do investimento precisa ser posta contra a medida do aumento da arrecadação de um ano para o outro, que foi de 17,5%!!!!. Este aumento foi em parte usado para a mágica do cumprimento da meta de superávit primário, justificando um poupança de papel, apenas contábil e em parte para aumentar ainda mais os gastos de custeio. Esses são os fatos. O resto é cascata, conversa fiada, papo de botequim, como queiram.

 

Não dá para imaginar a teoria econômica que sustenta as ações concretas, e não as falsas promessas, desse governo. Deve ser uma teoria muito inovadora e radical para dispor esse tipo de políticas real de crescimento onde só se gaste em custeio, sem investimentos. Da forma como as coisas vão é capaz de sair para nós o próximo Nobel de Economia. Quem sabe a nossa Economia Política do Papo Furado e da Incompetência não nos dá um prêmio?

 

Demetrio Carneiro



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AQUECIMENTO GLOBAL: INCERTEZAS E CERTEZAS

por Demetrio Carneiro
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em Sexta, 13 Janeiro 2012
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A tese do aquecimento global gerado pela ação entrópica, ação do ser humano, ainda vai sendo posta em teste e não é um terreno de certezas. O que, claro, não contribui para o estabelecimento de políticas públicas mais consistentes.

 

Alguns pesquisadores,  por exemplo, defendem um lado positivo para a intervenção negativa da humanidade na questão climática com referência ao próximo período de glaciação.

Glaciações, o resfriamento do planeta, se dão em ciclos determinados, de cerca de 10 mil anos. É alguma coisa semelhante aos resultados do filme O dia seguinte. A próxima se daria em cerca de 1.500 anos e o aquecimento acelerado pela intervenção humana aumentaria a possibilidade de termos com resultado final temperaturas mais amenas, facilitando a sobrevivência da nossa espécie.  Na última glaciação havia uma população bem menor e muito mais rarefeita o que deve ter contribuído para a sobrevivência. Dá cogitar, por exemplo, a demanda energética por aquecimento de 9 bilhões de pessoas? Na realidade não sabemos muito das glaciações. Mas fica mais um ponto de dúvida.

Dentro da linha de argumento há uma tese mais antiga, de outros grupos: O próprio fenômeno do aquecimento poderia ter causas naturais, além das causas humanas, como parte do ciclo de resfriamento. Quer dizer, às vésperas dos períodos de glaciação a temperatura naturalmente aumentaria, para depois ir baixando até a glaciação.

Num e noutro aspecto são questões que envolvem um período de tempo extremamente longo. Longo o suficiente para estar fora das contas estratégicas da maioria absoluta das pessoas. Dificilmente alguém pensa no que poderá ocorrer com seus descendentes daqui a 15 séculos. Essa questão de equidade intergeracional em prazos muito longos certamente não facilita as coisas.

 

Na outra ponta novas pesquisas mostram o papel relevante da vegetação na criação de oxidantes capazes de reciclar gases do efeito estufa gerados pelo uso de combustíveis, neutralizando-os.

 

Demetrio Carneiro



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ALEMANHA FAZ APOSTA NA ENERGIA SOLAR

por Demetrio Carneiro
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em Quinta, 12 Janeiro 2012
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Frente a forte concorrência chinesa na questão dos painéis solares o governo alemão já havia se comprometido a jogar pesado. Agora um consórcio de 50 empresas alemãs começa um investimento no norte da África que deve ser na ordem de alguns bilhões de dólares. A ideia é usar a forte insolação da região equatorial africana, com alta eficiência, para construir uma rede de painéis solares conectada à Europa  Ocidental. A previsão é que se chegue a abastecer até um quinto da demanda continental européia de energia.

 

Há uma nova economia com base em tecnologias sustentáveis que vai ser firmando como um resultado positivo da disputa econômica entre alemães e chineses. Enquanto isto, dispondo de amplas áreas com forte insolação, nossa melhor estratégia é usar tecnologia importada.

 

Demetrio Carneiro

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NOVAS MEDIDAS FISCAIS PARA CORTE DA TAXA BÁSICA DE JUROS

por Demetrio Carneiro
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em Quinta, 12 Janeiro 2012
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A se acreditar na mídia Mantega teria antecipado suas férias para discutir com Dilma novas medidas fiscais para baixar ainda mais a taxa Selic. Evidentemente antes da reunião do Copom.

 

Baixar a taxa Selic nesse momento é politicamente oportuno e uma política bom-bril, com mil e uma utilidades. Primeiro desvia o foco do desgastante debate sobre a demissão ou não de Bezerra. Afinal o ministro é da cota do PSB, aliado que não parece estar no conceito das gordurinhas que podem ser cortadas na base de apoio. Desvia o foco da prometida reforma ministerial. Implementa uma forte medida de estímulo frente a um cenário muito diferente do cantado em prosa e verso pelo governo: Números de PIB bem mais baixos em 2011 e 2012, retração do fluxo de investimentos estrangeiros.

 

Num artigo no Financial Times, repercutido pelo Valor, o articulista Martin Wolf coloca os emergentes como uma espécie de esperança da economia mundial, frente a nítida dificuldade de retomada das economias do Centro. É um ponto de vista não apenas dele, mas também do governo brasileiro. O problema aqui é que a economia globalizada depende do fluxo de comércio entre a Semi-Periferia e o Centro do Sistema. Há diferentes lógicas em cada um dos grupos. As economias do Centro dependem fortemente de seus mercados internos, importam meio ambiente da semi-periferia e bens de baixa e média tecnologia e exportam não apenas bens de alta tecnologia, mas fundamentalmente conhecimento no formato de propriedade intelectual. As economias da Semi-Periferia, as chamadas eufemisticamente de emergentes (emergindo de onde para onde?), têm seus mercados internos em fase de formação, sem que sejam sólidos o suficiente para sustentá-las sem os fluxos de exportação de meio ambiente ou/e bens para o Centro. Estão bem longe de ter estruturas amplamente competitivas de produção de conhecimento, embora a China especificamente esteja se tornando competitiva em áreas bem pontuais. No sentido inverso ainda são dependentes do fluxo de conhecimento em forma de propriedade intelectual. Vistas as coisas assim, talvez não seja tão simples quanto parece.

 

Nesse contexto a redução da taxa Selic mira diretamente o mercado interno. De fato a única aposta viável. Há apenas alguns pequenos problemas: Instituições consolidadas e confiabilidade. É inegável que a manipulação da taxa Selic tem sua importância como mecanismo de estímulo econômico. Mas não há com certeza uma relação mecânica entre a redução da taxa e o ritmo da economia. Entre uma coisa e outra há todo um sistema de filtros que podem de alguma forma comprometer a qualidade dos sinais emitidos pela política econômica governamental. Devemos somar a esses filtros o feito das avaliações dos agentes econômicos que podem não ter poder de voto no sentido político, mas votam no sentido de apostar ou não na atividade econômica.

 

Vamos viver uma período bem interessante desse ponto de vista. Durante anos, décadas, se insistiu que todos os problemas do nosso crescimento econômicos estavam na taxa Selic e na Política Neoliberal e pró rentistas das direções anteriores do BC. Agora que a taxa caminha na direção do solo e que o BC brasileiro foi enquadrado pelo projeto nacionaldesenvolvimentista vamos viver o teste das verdades dessa fé.

 

Demetrio Carneiro



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A TRIBUTAÇÃO COMO UM INSTRUMENTO DE SAÚDE PÚBLICA AQUI E LÁ

por Demetrio Carneiro
Demetrio Carneiro
Pode ser querer muito, mas o episódio do desabamento dos prédios no Rio desde o
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em Quarta, 11 Janeiro 2012
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Dentro da teoria econômica os tributos pigouvianos são destinados a internalizar as externalidades negativas. Quer dizer quando um agente econômico gera, por sua atividade produtiva e de forma involuntária, efeitos negativos sobre outros agentes ou consumidores, a forma de corrigir a situação é criar algum tipo de tributação que onere o preço forçando a redução da oferta. A redução da oferta por si só já reduziria o efeito negativo e, adicionalmente, o tributo geraria renda pública que poderia ser utilizada para minorar os impactos da externalidade. Por exemplo, indústrias de refrigerantes com base em açúcar geram empregos etc., mas também geram problemas de saúde aos seus consumidores. Como não está em jogo proibir a atividade econômica, então, a solução pigouviana é tributar o bem para reduzir o consumo e gerar novas rendas para o Estado.

 

No Wonkblog(1) de ontem, 8, há um texto sobre o uso da tributação para efeitos de melhorar os problemas de saúde pública.

 

A depreender do texto os americanos bebem anualmente cerca de 1 bilhão de latinhas de refrigerantes com base em açúcar, o equivalente a um consumo per capita diário de cerca de 4 latinhas. Acho que dá para chamar de epidemia.

 

Ainda dentro do texto um estudo da Universidade de Columbia sugere que um tributo de U$ 0,12 por latinha levaria a uma queda entre 10% e 25% no consumo. Tendo em vista a população entre 25 e 64 anos de idade uma queda  média de 15% no consumo de refrigerantes reduziria os casos de diabetes 2 em 2,6%  e os casos de obesidade em 1,5%. Em dez anos seriam menos 96 mil casos de doenças coronarianas, menos 8 mil derrames e menos 26 mil mortes prematuras. Sem contar que seriam mais U$ 17 bi em tributos para apoiar as ações de saúde.

 

Segundo a articulista, Sarah Kliff, embora a tributação tenha todos esses efeitos positivos, e existam  diversos projetos de lei em estados americanos, dificilmente eles seriam aprovados, tendo-se em vista que a tributação já existente - quando há tributação - é menor que a proposta de novo acréscimo de taxação. Enfim, seria preciso quase que dobrar a tributação atual dos refrigerantes.

 

Evidentemente as resistências vão existir nos EUA por conta de uma indústria que gera empregos etc. No caso brasileiro, como a tributação já varia entre 36% e 46% do valor final, dá para imaginar que um aumento de tributos, tipo uma CPMF específica e destinada aos setores de saúde pública, campanhas etc. iria certamente carrear recursos, mas teria que passar pelo poderoso quase-monopólio dos produtores de bebidas. Com uma tributação já tão elevada talvez não haja reflexos no consumo.

 

De qualquer forma as evidências são de que o aumento do consumo de refrigerantes caminhas junto com o aumento da capacidade de compra.

 

Há outras constatações localizadas, mas que dão uma boa noção sobre o comportamento geral:

 

Fatores associados ao consumo regular de
refrigerante não dietético em adultos de Pelotas, RS
RESULTADOS: Cerca de um quinto da população adulta de Pelotas (20,4%) ingeria regularmente refrigerante não dietético. Indivíduos do sexo masculino(RP 1,50; IC95%: 1,20;2,00), fumantes atuais (RP 1,60; IC95%: 1,20;2,10) e que consumiam semanalmente lanches (RP 2,10; IC95%: 1,60;2,70) apresentaram maior prevalência de consumo de refrigerantes não dietéticos na análise ajustada. A análise estratifi cada por sexo mostrou que o consumo regularde frutas, legumes e verduras foi fator protetor ao consumo de refrigerantesentre mulheres (RP 0,50; IC95%: 0,30;0,90)


CONCLUSÕES: A freqüência do consumo regular de refrigerantes não dietéticos na população adulta foi elevada, particularmente entre homens, jovens e fumantes.

Associação entre consumo de refrigerantes, sucos e leite, com o índice de massa corporal em escolares da rede pública de Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

 

RESUMO

Avaliou-se a associação entre o consumo de refrigerantes, sucos e leite, com o índice de massa corporal (IMC) em 1.423 estudantes, entre 9 e 16 anos, de escolas públicas de Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. O consumo de bebidas foi avaliado por meio do recordatório alimentar de 24 horas e questionário de freqüência de consumo alimentar. Peso e estatura foram coletados para o cálculo do IMC. As análises de regressão linear foram estratificadas por sexo e ajustadas por atividade física, idade e efeito do conglomerado (classes). Verificou-se associação positiva entre freqüência de consumo de refrigerante e idade (p = 0,05) e negativa entre consumo de leite e idade (p = 0,004). Apenas para as meninas, o IMC associou-se positivamente com o consumo de sucos (β= 0,02; p = 0,03). Para as outras bebidas não foram encontradas associações entre IMC e freqüência usual de consumo. O consumo de refrigerantes e sucos representou cerca de 20% do total de energia média consumida diariamente. Os resultados indicam que esforços para reduzir a ingestão de energia por meio de bebidas devem enfatizar também os sucos.

Demetrio Carneiro

 

(1) O Wonkblog é coordenado por Ezra Klein e é publicado no Washington Post. Klein também coordena o blog Zero Hedge(Dístico do blog: Numa longa linha de tempo a taxa de sobrevivência de qualquer um cai para zero).

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A promessa e a palavra dada como ato moral por excelência

por Nelson Soares Dos Santos
Nelson Soares Dos Santos
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em Terça, 10 Janeiro 2012
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Não creio que exista espaço da sociedade onde a palavra dada, os acordos tenham tão pouco valor como na política, talvez, exatamente por isso, no momento atual e no Brasil atual, exista tanta corrupção e tantos escândalos. Talvez por ser a política a origem da construção das normas legais, criou-se algo intuitivo, inconsciente de que os políticos estão acima da lei, e isso leva a um exagero na mudança de rumos propostos para a sociedade, ou mesmo a uma deturpação do que deve reger as relações sociais e políticas

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PATRIMONIALISMO E REGIME PRESIDENCIALISTA NO BRASIL: ESTÁ NA HORA DE APOSTAR NO PARLAMENTARISMO?

por Demetrio Carneiro
Demetrio Carneiro
Pode ser querer muito, mas o episódio do desabamento dos prédios no Rio desde o
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em Terça, 10 Janeiro 2012
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Entre muitos outros fatos o que envolve o Ministério do Interior e as ações eminentemente patrimonialistas do, ainda, ministro Bezerra, deixam muito claros os laços entre a Rede Patrimonialista e o Regime Presidencialista no Brasil.


Não foi por acaso que o II° Plano Nacional de Desenvolvimento,  equivocadamente admirado por Lula(1), fez uma marcha em direção ao interior do país. Por trás do projeto de levar o crescimento econômico ao nordeste havia o projeto político de revitalizar as Rede Patrimonialistas, postas de lado no processo do golpe de estado. A ditadura vinha perdendo espaço nos centros urbanos e foi aos caciques do interior revigorá-los e assim se revigorar. É dentro desse estilo de fazer política que ingressam no cenário nacional, com peso diferenciado pela oportunidade,os grupo oligárquicos de Antônio Carlos Magalhães, José Sarney e outros menos famosos, mas não meno predatórios.


Aquele presidencialismo autoritário precisava do apoio das Redes Patrimonialistas para permanecer. Apoio que não duraria tanto, pois no balanço dos riscos o oportunismo político acabou mostrando a essas Elites a hora de desembarcar do projeto autoritário e embarcar na renovação democrática. No novo presidencialismo a Rede Patrimonialista assume novo papel e torna-se interlocutora privilegiado de todas as coalizões, chegando mesmo a ter, na transição, seu próprio presidente, com a morte de Neves, ele próprio no topo de uma ampla rede patrimonialista em Minas Gerais. É ela quem articula, numa coalizão de interesses em comum, o poderoso centrão, o baixo clero fisiológico que compõe a maioria esmagadora do Congresso Nacional.


O episódio de Collor serviu para mostrar aos presidentes seguintes a fundamentalidade de uma base fiel e subserviente. Mais uma vez a Rede Patrimonialista cumpriu se papel à risca e ofereceu a todos os presidentes os votos necessários para a manutenção de delicados equilíbrios de poder. Mas não mais que isso. Reformas em profundidade são assunto fora de pauta. A Rede não tem interesse algum em mudar o status quo. Na realidade o poderoso presidencialismo brasileiro, quase um regime imperial, vive da ilusão de um poder que não é dele, mas da Rede. Ela é o Poder de Fato por trás do Poder de Jure

 

O Poder Executivo tem atrações ímpares para a Rede, pois ele tem a chave do cofre. No caso,  os ministérios não são exatamente o braço executivo da Presidência da República, mas sim, primeiro o lugar das negociações entre o Executivo e a Rede e, em segundo, o lugar onde a Rede busca recursos públicos para transformá-los em benefício privado. A corrupção é o momento mais extremo de um amplo processo que envolve empregos, favores cruzados, direcionamento de recursos, ausência de controles, que é a DRU informal etc.


Estruturalmente falando o Poder Executivo recolheu-se à Presidência da República e de lá, via um sofisticado esquema de controle e avaliação, monitora os ministérios. Controlar e avaliar têm fortes limites quando não é possível questionar métodos. Lula espertamente se abstinha. Dilma tenta mostra algum grau de seriedade, mas caminha entre escândalos a age pressionados por esses. Escândalos na sua maior parte gerados por fogo amigo.

Na prática Dilma é impotente para agir preventivamente. Faça a reforma que fizer os votos no Congresso continuarão sendo da Rede e tão maior será a sua fragilidade quanto maiores forem as ambições de aliados como o PSB ou o PMDB. É nessas fissuras que está a esperança do PSD, o novo player.


Uma indagação interessante seria quanto a uma rotação de poder. Vamos admitir que Dilma não se reeleja e que assuma um outro presidente. Mudaria a relação entre a Rede e o Executivo? O histórico da presidência de FHC mostra que não, pois o problema dos votos e da formação de uma ampla maioria irão permanecer, assim como acabará permanecendo a política de usar os ministérios como moeda de troca. Não faz muito diferença se o ministro propriamente é uma figura respeitável. O que importa é o que acontece mais abaixo, onde na maior parte das vezes, as coisas não acontecem pela via da corrupção, mas por outros mecanismos bem mais sutis e muito menos visíveis.

 

É mais que evidente que o jogo político com a Rede, ao transformar políticas públicas em benefício privado acaba afetando diretamente o desempenho do governo. O que está em causa não é apenas a Rede e a necessidade de seu apoio, mas o próprio presidencialismo enquanto regime. Não e trata de trocar nomes. Este é o problema.

 

De onde vem nosso processo de democratização só avançará com a mudança de qualidade do regime republicano. Está na hora de começarmos a discutir a mudança. O parlamentarismo precisa voltar ao debate, mesmo que não seja tão fácil devido à forte cultura do presidencialismo imperial entre nós.

 

(1) Lula analteceu o II° PND pela "coragem" de ir contra o mainstream, que recomendava na época e redução dos gastos públicos, pela interiorização em direção ao nordeste e, finalmente por ter implementado uma infraestrutura que fundamentou o crescimento posterior. Bem antes e contra o mainstream foi atitude de Juscelino, estrategicamente esquecido por Lula, com seu Plano de Metas. Celso Furtado, o estrategista por trás do Plano, diferentemente dos generais, não almejava entregar o questão do crescimento regional nas mãos das oligarquias locais. No fim do dia o II° PND foi a base concreta para a transferência das cadeias produtivas do Centro para o Brasil, dentro do modelo de alto consumo de carbono. Este é o problema em medir desenvolvimento apenas pelo produto do crescimento.

 

Demetrio Carneiro



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O papel do PPS como oposição: Um projeto de Brasil como um Projeto de Sociedade.

por Nelson Soares Dos Santos
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em Segunda, 09 Janeiro 2012
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Recentemente um artigo escrito pelo Ex- Presidente Fernando Henrique Cardoso dividiu opiniões no congresso, e por alguns dias foi manchete nos jornais. No referido texto, o ex-presidente julga-se em condições de repetir o papel exercido por ele nos 70, quando escreveu um artigo semelhante e com o mesmo título com o objetivo de unir as oposições na luta contra a ditadura. Naquele momento, escreveu que o principal papel das oposições era lutar por democracia, e, dez anos depois as oposições se uniram nos quatros cantos do pais em busca de novos tempos e de um novo projeto de país.

Parece que poucos entenderam o artigo do ex-presidente, e naquilo que foi compreendido serviu mais para dividir, ainda mais a já divida oposição do que para uni-la. O engraçado é que as razões da polêmica em relação ao artigo já estavam presentes no mesmo: o clientelismo, a corrupção e outros males que faz com os partidos percam importância no jogo político de governança da nação

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HAWKING: UMA REFERÊNCIA PARA NOSSA AGENDA POSITIVA

por Demetrio Carneiro
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em Segunda, 09 Janeiro 2012
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Stephen Hawking fez ontem 70 anos. Em sua homenagem a Universidade de Cambridge organizou um simpósio científico, apoiado pela Intel, O Estado do Universo, com a participação de outros cientistas de grande relevância como o astrônomo Martin Rees, o professor Saul Perlmutter, Prêmio Nobel de Física, e um dos mais importantes físicos da atualidade o professor Kip Thorne, da Caltech.

Já vão 50 anos que o cientista enfrenta uma grave doença degenerativa e atualmente só se comunica por meio de um computador e uso de voz sintética. Isto não impediu de, mesmo na mais complexa deficiência- impossibilitado de se movimentar, apenas usando a mente -de complementar e elaborar um conhecimento que transformou de forma radical a nossa compreensão sobre a origem do Universo e sua dinâmica. Já pode pode ser considerado um dos cientistas mais importantes de toda a história.

Ele é o exemplo do quanto o ser humano é capaz de romper limites e se transformar num sentido positivo. A agenda positiva para o ser humano. Importante frente as manchetes diárias da agenda negativa.

Demetrio Carneiro

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O legal e o Moral no comportamento Político.

por Nelson Soares Dos Santos
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em Domingo, 08 Janeiro 2012
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Quando o senso comum se coloca a falar de moral é sempre uma confusão. Primeiro por que sempre se confunde a moral com a ética, e se põe a dizer que as pessoas não tem ética e coisa e tal; segundo, por que confunde o que é comportamento moral com comportamento jurídico ( legal). Em tempos nos quais virou moda na política falar em combate a corrupção, defesa da ética, da decência, da transparência e tantos outros valores ligados ao comportamento moral do ser humano é preciso esclarecer premissas que envolvem o comportamento político, ou do contrário estaremos sempre caindo ou em um realismo político, ou, de outro lado, em um moralismo abstrato.

A primeira coisa que é preciso esclarecer é que o comportamento político não será igual em absoluto, sobretudo em uma sociedade desigual, ao comportamento moral. Sendo assim, é preciso entender o que é comportamento moral e comportamento político, sabendo que ambos possuem semelhanças e diferenças entre si. Ademais, é preciso antes disso, entender como se compreende o que é comportamento político e o que é comportamento moral. Para isso, precisamos lembrar que comportamento moral são o resultado de todos os atos humanos praticados de forma livre, consciente e responsável, e que portanto, quando se fala de Ética, estamos falando de uma ciência que estuda o comportamento moral dos seres humanos; compreendendo assim que não existe ninguém sem Ética, embora possamos dizer que existem pessoas incapazes moralmente, que são o caso das crianças, dos doentes mentais ou daqueles que vivem na completa ignorância.

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CAPTAÇÃO LÍQUIDA DA POUPANÇA É A MENOR DESDE 2006

por Demetrio Carneiro
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em Quinta, 05 Janeiro 2012
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Consumo e poupança são componentes da renda.

 

Quando o governo optou por crescer a qualquer custo e dentro desta opção escolheu o consumo interno como alavanca e ao mesmo tempo se desinteressou completamente da questão da poupança, a aposta foi encontrar ai um atalho para um rápido crescimento.

 

A finalidade do crescimento a qualquer custo é nitidamente eleitoral e nos coloca no caminho de um estilo de crescimento insustentável.

 

Não é uma boa troca essa de escolher atalhos no lugar de crescimento no longo prazo.

É mais ou menos como a questão do álcool combustível:

No momento todo o interesse do governo é torrar nossas reservas de combustível fóssil.

Danem-se as consequências ambientais e, principalmente, danem-se os programas para combustíveis alternativos.

 

A jogada é o aqui e agora, impressionando o eleitor com sua melhora imediata de qualidade de vida.

O resto fica mais ou menos como a inevitável crise previdenciária que virá nos próximos anos: No futuro. E o futuro não tem voto entre nós brasileiros.

 

Captação líquida da poupança é a menor desde 2006

 

PS - Logo vai aparecer alguma nota do Mantega e cia explicando que é um evento passageiro etc. e que o PIB vai crescer 50% em 2012, que o nosso futuro é dourado com tons de diamante e pérolas.

 

Demetrio Carneiro



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PREVENÇÃO DE EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS: A CORRUPÇÃO NÃO É O ÚNICO MAL

por Demetrio Carneiro
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em Quinta, 05 Janeiro 2012
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Não é apenas do mal da corrupção que padece o ministério de Dilma, o patrimonialismo tem outros formatos como a proteção dos interesses políticos e o favorecimento via orçamento público de um determinado grupo.

 

O ministro disse que a presidente sabia que a maior parte dos recursos foram para um estado apenas...Se ela sabia e não fez nada foi conivente e agiu contra os interesse de todo o país, principalmente das populações agora atingidas em Nova Friburgo, RJ, e Minas Gerais em diversos municípios.

 

O ministro não precisa brincar de andar de helicóptero ou ficar fazendo de conta que o trabalho dele é sério, se reunir com o governador, tirar fotos e fazer declarações evidentemente mentirosas... nada disto.

 

Ele precisa mesmo é ter um pouco de dignidade, reconhecer a própria incompetência, submissão aos interesses políticos mais mesquinhos e se demitir pelo bem de todos os brasileiros....

E Dilma precisa ter a coragem e a honradez de fazer uma autocrítica pública.

 

Bezerra Coelho vai ao Rio para se reunir com Cabral

 

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