Museu Goeldi revitaliza sua principal área de visitação pública, o Parque Zoobotânico
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Até o final de 2014. Esse é o prazo previsto pelos que encomendam, acompanham e fiscalizam uma variedade de obras de reforma, adaptação, restauração e construção no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi.
Em três anos, o Museu vai investir 15 milhões para dar continuidade à revitalização de seu Parque Zoobotânico, uma das mais tradicionais atrações e opções de lazer da cidade de Belém. Parcerias diversas irão viabilizar obras de adequação da área de 5,4 hectares, uma ilha verde no centro urbano. Dos recintos de animais à restauração de prédios originais, passando pela implementação de mecanismos de gestão de resíduos, a iniciativa vai ao encontro das recomendações feitas à época do tombamento do Parque como Patrimônio Histórico Nacional, no início da década de 90.
De um tempo antigo, a instituição se depara com a legislação que deve ser observada atualmente. Seja a legislação que regulamenta a conservação do patrimônio histórico seja a que determina o manejo adequado de animais e vegetais, sob a fiscalização do Iphan, do Ibama e do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, além das recomendações da Rede Brasileira de Jardins Botânicos, o Museu observa um complexo aparato jurídico para reger as necessárias adaptações à vida contemporânea.
Primeiro zoológico do Brasil – evidência certificada pela SZB – Sociedade de Zoológicos do Brasil, o Museu Goeldi, para além da instituição de pesquisa idealizada por Domingos Soares Ferreira Penna e consolidada ao longo de quase 150 anos de existência, representa opção de lazer e refúgio da agitada vida numa grande cidade.
Do imaginário de crianças, hoje adultos, e de crianças de hoje, adultos amanhã, ao reconhecimento de suas contribuições para as Ciências Humanas e Naturais sobre a região amazônica brasileira, o museu se prepara para uma nova etapa com um Parque de recintos animais harmonizados ao acervo vivo de sua diversificada flora, além de um complexo para a exibição de suas coleções. Entre esses novos arranjos do ambiente, estão o mais moderno tanque para abrigar peixes-boi e um centro de exposições com auditório e espaço dedicado a atividades educativas.
A reforma dos chalés construídoshá mais de cem anos e a transferências dos setores administrativos para o Campus da Avenida Perimetral vão oxigenar o Parque Zoobotânico, que todos os domingos atrai visitantes que, entra ano, sai ano, antes das 9 da manhã, já fazem fila para adquirir seus ingressos e passar horas agradáveis em ambiente seguro, uma raridade nos dias de hoje. O Parque terá uma área completa para manejo de animais e plantas, com clínica veterinária, espaço para preparação de alimentos dos bichos e viveiros para a propagação de mudas.
Não é a primeira vez que o Museu, em tempos mais recentes, realiza obra de tamanha envergadura. Nos anos 80, um projeto ambiental ofereceu soluções de conforto e aprendizado para o visitante. Passados mais de 20 anos, poderia parecer mais simples fechar o Parque para realizar todas as obras, mas isso representaria um custo alto e ao excluir do convívio a sociedade. Instituições da natureza do Museu Goeldi não fazem isso.
Mesmo em obras, o coração do Parque pulsa no prédio que é marca registrada do Museu, a Rocinha. Espaço expositivo, com mostras de curta e média duração, a Casa restaurada foi devolvida ao público em 2006 e se mantém aberta à visitação. Além disso, atrações como o Castelinho e a Biblioteca Clara Galvão, além dos recintos das onças, das tartarugas, dos jabutis, das ariranhas e os lagos dos tambaquis e da vitória-régia continuarão disponíveis para visitação. Também são muitas as possibilidades de lazer e prazer no Parque, como reservar um tempo para admirar, fotografar e se surpreender com a gigantesca samaumeira, e se deparar repentinamente com a fauna livre de ariscas cutias, majestosas garças, iguanas multicoloridos e simpáticas preguiças.
Parceiros - Nem tanto dinheiro assim são R$ 15 milhões quando se considera a dimensão do que a revitalização do Parque do Museu Goeldi terá na vida cotidiana de Belém e dos que a visitam em busca de um pedacinho da Amazônia. Os recursos públicos e privados têm origem no orçamento do próprio Museu, órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e em parceiros como a Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, Vale, Mineração Rio do Norte e Petrobras.
Obter reforço financeiro através de emendas parlamentares de autoria da bancada paraense no Congresso Nacional é também parte da estratégia de captação de recursos.
Conheça agora os prédios e recintos que serão reformados em 2012 e, na sequência, acompanhe as imagens em perspectiva de como se delineia a nova face do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Prédios reformados - Desde 2006, no âmbito de um Programa de Revitalização, já foram reformados ou restaurados: a Rocinha, o Pavilhão Emília Snethlage (Diretoria), a Biblioteca Clara Galvão, o Espaço Ernst Lohse (Livraria), o tanque das tartarugas e os chalés Rodolfo Siqueira Rodrigues (Serviço de Comunicação Social) e João Batista de Sá (Serviço de Licitações).
Também foram construídos novos conjuntos de banheiros públicos e iniciado o Centro de Exposições Eduardo Galvão. Em janeiro de 2012, foram iniciadas as obras nos seguintes espaços:
- Prédio do Protocolo e Recepção: O Chalé Andreas Goeldi, localizado na Trav. Nove de Janeiro, abriga a recepção dos visitantes a serviço. O prédio, inaugurado em 1901, foi residência do primeiro “intendente” do Parque Zoobotânico, primo do então diretor Emilio Goeldi. Será restaurado conforme suas linhas originais.
- Aquário Jacques Huber: Inaugurado em 1911, é o mais antigo do Brasil. Sua reforma foi iniciada em 2008 e será concluída com reparos e adaptações nas instalações hidráulicas, com a montagem dos tanques e outros pequenos serviços. Além dos peixes ornamentais, o novo aquário abrigará exemplares de pirarucus, tambaquis, piranhas, poraquês, pequenos quelônios e serpentes.
- Viveiros das onças, dos macacos e dos jacarés: Serão feitas substituições de gradeados e telas de proteção dos três viveiros, pintura e impermeabilização dos tanques de água. Durante as reformas, somente as onças poderão ser vistas pelos visitantes. Nos outros viveiros serão colocados bloqueios para a segurança do público.
- Viveiro das aves brejeiras: Esse recinto será contemplado com um novo paisagismo. Será construído um lago com uma passarela, além de reformada a estrutura geral do viveiro.
Essas obras serão realizadas simultaneamente, num prazo de 4 a 8 meses, com recursos do Museu Goeldi. E ainda no primeiro semestre de 2012, terá início a reconstrução e ampliação do tanque do peixe-boi, com apoio da Petrobras.
História do Parque – O Parque Zoobotânico foi inaugurado em 15 de agosto de 1895, dentro das reformas que o zoólogo suíço Emílio Goeldi (1859-1917) realizou no Museu Paraense no final do século XIX. Essa reforma incluiu a reestruturação do museu, a organização das coleções científicas, a montagem de exposições e a criação de um horto botânico e de um jardim zoológico. O Parque está situado no centro de Belém, com uma área de 54.000 m² (5,4 hectares). É tombado como Patrimônio Histórico Nacional e Estadual, recebendo anualmente cerca de 200 mil visitantes.
Serviço – Durante o período de reformas, a entrada de pessoas a serviço se dará pela porta do Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, localizado na Av. Magalhães Barata, próximo à Avenida Alcindo Cacela. O acesso dos visitantes, incluindo grupos de estudantes e turistas, acontece pelo portão principal da Av. Magalhães Barata.
Para saber mais sobre o projeto de revitalização do Parque, visite http://marte.museu-goeldi.br/revitalizacaopzb/