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Síndrome da fome oculta

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Silenciosa e pouco conhecida, a síndrome da fome oculta é um problema nutricional devido a diminuição dos estoques de vitaminas e minerais, que causa carência de um ou mais micronutrientes no organismo. Está relacionada à má nutrição, e seus sinais e sintomas só se evidenciam quando o estágio é grave. Acomete indivíduos que não têm alimentação variada em relação aos grupos alimentares. Isto significa que se pode consumir a quantidade necessária de calorias diárias, mas, se não houver variedade, não haverá saciedade.

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 em 4 pessoas sofre desta síndrome, que não faz distinção de classe social, idade ou sexo. As crianças que engordam, recusando frutas, legumes e verduras e abusando de guloseimas, são candidatas a desenvolvê-la, assim como aqueles que se submetem a dietas restritivas e sofrem com o efeito sanfona. Os casos mais graves são dos que desenvolvem anorexia nervosa, de um lado, e dos comedores compulsivos, de outro, porque a fome oculta está nos corpos esqueléticos e nos obesos: adoece-se por falta ou por excesso.

As consequências da alimentação inadequada incluem cãibra, cansaço, fraqueza, vulnerabilidade a infecções, pele opaca, flacidez, rugas, queda de cabelo e obesidade. Emocionalmente, os sintomas são irritação e oscilação de humor. Os problemas físicos e psicológicos piorarão quanto mais se demorar a procurar tratamento. O diagnóstico é obtido por exames de sangue e avaliação médica.

A prevenção é feita através de alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e verduras, além de carboidratos e proteínas. É recomendável evitar, ou ao menos diminuir significativamente, o consumo de alimentos industrializados, como embutidos ou enlatados, e o exagero de sal, gordura e açúcar.

Não basta comer para se estar nutrido ou alimentado, gordura não é saúde em excesso e a dieta de sopa de repolho da prima da vizinha não vai resolver um problema de sobrepeso (http://psicologiaevidasaudavel.blogspot.com/2011/04/normal-0-21-false-false-false_22.html) ou um transtorno de imagem (http://psicologiaevidasaudavel.blogspot.com/2011/07/normal-0-21-false-false-false_08.html). Cuidar de si mesmo é responsabilidade básica, e passa pela compreensão de que a beleza depende também de uma alimentação saudável e de qualidade.

Maria Cristina Ramos Britto é psicóloga, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em terapia cognitivo-comportamental pela Universidade Estácio de Sá.

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