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Crescer sem planejar, não dá!

Crescer sem planejar, não dá!
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Sexta, 02 Setembro 2011
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  • Crescimento Econômico X Desenvolvimento Social, porAriosto Holanda

    Temos que discutir o que é desenvolvimento; desenvolvimento para que e para quem. Não devemos confundir crescimento econômico com desenvolvimento. Não são sinônimos. O crescimento está preocupado com os valores relacionados à riqueza, como p.ex., o aumento do Produto Interno Bruto (PIB); já o desenvolvimento está focado nos indicadores sociais relacionados com o emprego, renda, saúde, educação, justiça social e outros, ou seja, com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nessa discussão, ênfase deve ser dada à necessidade de considerar o emprego uma questão básica no equacionamento das estratégias do desenvolvimento. Propostas como a de geração de trabalho a partir das vocações regionais e locais surgem como elemento fundamental de políticas públicas desenvolvimentistas.

    Num Estado Democrático, regulador de uma economia mista, o objetivo do desenvolvimento deve ter o homem como ponto de partida, observando, sobretudo, a sua cultura e seu meio, e seu direito, enquanto cidadão, à educação e ao trabalho. O verdadeiro desafio está em romper essa lógica de crescimento, que resulta em desemprego e exclusão, substituindo-a por outra que garanta o emprego. A falta de trabalho constitui uma forma irreversível de destruição do Homem, já que ele deixa de realizar o que é mais importante na sua vida: a sua profissão.

    Infelizmente, o que se observa é que os investimentos produtivos tendem a subtrair os empregos pela substituição de homens por máquinas, sem facultarem aos operários outras oportunidades de trabalho. A busca desenfreada da competitividade, com base no lucro máximo, em menos tempo e com menos mão de obra traz como consequência desemprego, concentração de renda, miséria, corrupção e violência.

    Entendo que as políticas sociais e econômicas devem visar não só a riqueza, mas, o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida de todos. Observa-se, no entanto, que o progresso científico e tecnológico não tem proporcionado, a todos, melhoria da qualidade de vida. Atualmente, temos conhecimento e tecnologia com base na engenharia genética, na química fina, na biotecnologia e em outras ciências, que seriam capazes de assegurar uma superprodução de medicamentos ou de alimentos para curar a maioria das doenças e matar a fome de milhares de famintos.

    Se não o fazemos, é porque vivemos num mundo onde a lógica do crescimento é perversa; lógica que está alicerçada na ambição, no egoísmo, na ganância e na luta pelo poder. E nesse cenário o homem é atropelado, esquecido, ou visto como agregado de máquina. Notar-se-á que as questões que temos de enfrentar são, antes de tudo, morais. Se houvesse mais fraternidade humana, se os valores éticos fossem realçados, não teríamos no mundo crianças com fome, subnutridas e doentes, nem teríamos famílias desesperadas buscando o seu direito à vida.
    groups.wall há 203 dias
  • As cidades se expandem e aumentam as áreas impermeáveis, fazendo com que mais água seja jogada sobre o sistema de drenagem. Por exemplo, Baixada Fluminense, toda a água que cai na parte da serra de Petrópolis voltada para o mar, escoa em sua direção. O Sul, não tem o que se discutir. Estado de calamidade publica em vários municípios.
    groups.wall há 259 dias
  • Verticalizar ou horizontalizar o crescimento de Natal? Como explorar economicamente as Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs) da cidade? Mudar ou não as regras da outorga onerosa? Se você tem respostas para essas perguntas e acredita que sua opinião é valiosa, este é o momento de colaborar.
    groups.wall há 259 dias

 





A rápida urbanização, êxodo rural, associada à inexistência de planejamentos e crises econômicas, provoca total desorganização, levando ao surgimento de favelas, violência, degradação ambiental, desemprego, etc.



Grupo criado para discutir e evoluir idéias relacionadas ao tema.



 



 

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Sim, vejo aqui no distrito que moro que tanto o inverno tem sido mais rigoroso quanto o verão, devido ao desmatamento, mesmo com a proibição, mas os órgãos que deveriam proteger o meio ambiente, como o INEA, estão fechando os olhos e priorizando sei lá o que. Ou seja, as enchentes que aconteceram na serra fluminense do estado do Rio de Janeiro foi devida a urbanização intensa sem planejamento e com aval das prefeituras e dos órgãos que deveriam fiscalizar. Sem planejamento e ampla destruição e desmatamento da Amazônia, por exemplo, e de estados como o Pará, Acre e Maranhão, o nosso clima tem ficado instável e o número de catástrofes tem aumentado muito, ainda mais que tais cidades não posseum planejamento de urbanização, sendo uma tônica no Brasil. Tais construções, mesmo tendo um código de postura nos municípios são construídas muitas vezes sem fossa adequada, nem sumidouro, ou seja, é tudo sim realidade a urbanização intensa ser um dos fatores que tem agravado as mudanças climáticas. Sem falar das queimadas que fazem parte do cotidiano das pessoas, tanto aqui quanto em outros estados e nada parece que vai mudar.
Última resposta por Mônica Bragança às Quinta, 03 Novembro 2011
Última resposta por Tiago da Silva Lima às Segunda, 17 Outubro 2011
Companheira Elisa, penso que hoje tanto o campo quanto a cidade estejam sofrendo do mesmo problema. Veja, por exemplo, o caso da serra fluminense e, depois da catástrofe ocorrida em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo ficou constatado a construção de forma desordenada e isso não é diferente nos distritos destes municípios, que em sua maioria vivem do campo e muitos, como o que eu estou morando são APPs, o que inviabiliza mais ainda a construção desordenada sem estudo e autorização dos órgãos federais, estaduais e municipais, e, as construções nestes lugares obedecem às regras? Não, tanto não obedecem que temos várias construções antigas beirando rios; mas os distritos viraram APPs ontem? Não, não viraram. Claro que todos têm culpa nesta história, tanto os órgãos que deveriam estar cuidando quanto os moradores, que por mais que falem que eles não sabem das leis, sabem, tanto é que depois do ocorrido nas serras vivem com medo dos fiscais ambientais. Mas, eles deixaram de construir? Não; os órgãos estão cumprindo suas obrigações? Mais para não do que para sim, falta material humano, falta viatura, sobra burocracia e muito trabalho a ser feito por 6 dúzia de pessoas para cobrir quilômetros e quilômetros de terra. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Faltam políticas públicas de conscientização, mas falta material humano nestes órgãos para viabilizar tais campanhas de cidadania, como falta material humano voluntário para conscientizar. Em muitos lugares já existe tal material humano, não posso dizer se em Teresópolis ou Petrópolis existe, em Friburgo não existe, isso é fato. As coisas ficam muito centralizadas nos patamares de reuniões disto ou daquilo, mas nada se modifica e tudo continua como dantes. Quem me dera fosse apenas as grandes cidades a sofrerem tal problema de crescimento desordenado. Hoje todas sofrem do mesmo problema, vide a região verde do litoral do Sudeste que com a questão do petróleo está ficando totalmente descaracterizada. Com royalties ou sem royalties a Região dos Lagos ganhou investimento, ganhou, mas ganhou invasão e muita invasão e muita violência e muito problema. Tem Orçamento Participativo, Plano Diretor, mas tudo no papel, algumas coisas são realizadas e a grande maioria não, a questão da falta de água potável levada às torneiras é um grande problema nessas regiões, e o esgoto? Então isto é um problema geral no país e com o desmatamento desenfreado o país está ganhando terreno para desertos criados pelo homem, e como disse a Mirian Leitão na sua matéria muito bem escrita, o Brasil está na contramão da História e isto é fato, pq onde moro a floresta, grande parte dela ainda está intacta, mas até quando? Já que os moradores nascidos e criados aqui desde a colonização de Friburgo não entendem e não querem nem saber se a floresta é importante ou não e desmatar para eles significa mais espaço para plantar, e com a plantação vêm as queimadas constantes e sem o menor pudor. E agora temos um problema bem maior, as pessoas que os governantes do Rio expulsam estão subindo as serras e as favelas estão aumentando e os distritos estão sendo invadidos, resolve-se paliativamente o problema deles e cria-se problema onde não existia. E assim vai caminhando o Brasil.
Última resposta por Mônica Bragança às Sexta, 07 Outubro 2011